Domingo, 30 de Novembro de 2008

Cansado da Sua Vida?

Troque-a por uma nova!
Recursos úteis para sua maior compreensão

As Igrejas Cristãs Estão Abrindo as Portas Para o Anticristo

Título do Livro 2

Título do Livro 3

Título do Livro 4
Quando a quilometragem do carro começa a parecer como a dívida externa e o uso e desgaste normais resultam em muitos gastos com reparos, muitos de nós somos picados por um mosquito que causa a "febre de carro novo". Então, quando o vírus se espalha, a cura é levar a lata velha para uma concessionária de veículos e ver quanto será possível abater na compra de um carro novo. É claro, todos sabemos que o preço é manipulado e você acaba praticamente dando o carro para eles, mas é assim que as coisas funcionam! Além disso, o simples pensar em ter um carro cheiroso e brilhoso na sua garagem faz o sacrifício ser suportável.
É uma coisa triste da existência humana que algumas vezes a vida tem um jeito de se desgastar também; e pessoas desesperadas chegam ao ponto em que fariam qualquer coisa para melhorar sua situação, mas elas conhecem a realidade que viver feliz para sempre só acontece nos contos de fadas. Então, ou elas aceitam a situação ou, em casos extremos, cometem suicídio para poderem acabar de uma vez com tudo.
Mas há esperança para os desesperados! Quando uma pessoa chega ao fundo do poço e o único lugar para olhar é para cima, a boa notícia é que quando fica totalmente desesperada, ela encontra o melhor e mais importante requisito para uma negociação inestimável. Se isso descreve sua condição atual, permita-me dizer como "declarar falência" e procurar uma vida totalmente nova.
Acabar no fundo do poço é uma experiência humilhante, mas esse grau de humilhação é necessário porque receber uma nova vida é algo que você não merece e não pode exigir. Portanto, já que você se encontra nessa situação, posso sugerir que clame em desespero ao único que pode providenciar aquilo que você precisa? Isso exigirá que você acredite em algumas coisas que provavelmente rejeitou durante toda sua vida, mas que outras opções você tem?
Um homem que está se afogando se agarra a qualquer coisa que flutue, numa tentativa desesperada de sobreviver, e esse fato foi destacado em um curso da Cruz Vermelha que fiz há muitos anos. Isso foi alertado porque quem está resgatando pode virar uma vítima se permitir que a pessoa em pânico o agarre e puxe para baixo. Mas, se você está se debatendo na vida, prestes a se afogar, posso garantir que a mão invisível que chega para salvar não falha, se você se agarrar nela e a segurar pela fé.
O que quero dizer com fé? Permita-me ilustrar usando uma história que ouvi sobre um homem que passou um cabo de aço pelas Cataratas do Niagara e depois caminhou do lado de Nova York até o lado canadense e voltou. Quando ele retornou, uma grande multidão havia se juntado, de modo que ele repetiu o feito — só que desta vez empurrou um carrinho de mão sem pneus. Em seguida, após ter descansado um pouco, ele perguntou à multidão se eles acreditavam que ele poderia fazer aquilo novamente. Bem, eles já tinham visto ele fazer uma vez, de modo que todos disseram: "Claro que sim!" Mas não houve voluntários quando ele perguntou se alguém gostaria de se sentar no carrinho! Eles sabiam que ele podia caminhar no cabo de aço, contudo ninguém teve fé para arriscar sua vida, apesar de reconhecerem a habilidade daquele homem.
Meu amigo, o tipo de fé que estou falando é aproveitar a chance e se sentar no carrinho de mão!
Você tem tanta fé assim dentro de você? Se admitir que não tem, não seria maravilhoso se alguém pudesse dá-la para você? Pois bem, isso acontece no que se refere ao negócio de trocar sua velha vida por uma nova. O "distribuidor" está disposto a suprir a fé necessária se você estiver absolutamente pronto para fazer o negócio. Ele lhe estende a mão — convidando-o para tirar proveito de Sua grande força e ser poupado da tragédia de se afogar nos problemas de sua velha vida.Porém o próximo passo é com você.
Você está pronto para acreditar que o próprio Filho de Deus, Jesus Cristo tornou isso possível para você, tornar-se literalmente uma nova pessoa por dentro? Você está pronto para admitir que o pecado tem desempenhado um importante papel em causar a insatisfação com a vida que você está experimentando? Você está pronto para clamar a Ele e confessar que você é um pecador que precisa desesperadamente de uma nova vida? Então faça isto! Pare de se desculpar e entre no carrinho dEle. Coloque-se debaixo de Sua misericórdia e graça e implore que Ele o salve!
Mesmo que você duvide da existência de Deus (e você provavelmente tem esse tipo de dúvida), peça que Ele lhe dê uma nova vida, transformando-o para sempre como pessoa. Continue pedindo até que Ele responda, mas enquanto espera, tenha em mente que Ele não tem a obrigação de lhe dar nada. Fique também avisado que qualquer "rogo" que não venha diretamente de seu coração não chegará a Ele, pois Ele sabe quando vem. Você não pode enganá-lo com uma boa ação.
Se você acha que toda essa coisa de obter uma nova vida é totalmente ridícula, estou aqui para dizer que consegui uma, assim como milhões de outras pessoas também conseguiram. Embora muitos de nós não tenhamos experimentado uma mudança dramática em nossa situação (continuamos lá embaixo e olhando para cima), em cada caso houve uma mudança definitiva em nós! Deus fez uma nova pessoa sair de dentro de cada um de nós e lenta, porém certamente, nossas vidas começaram a mudar para melhor. Os problemas que tínhamos não acabaram em um passe de mágica, mas recebemos uma capacidade de lidar com eles que não tínhamos antes e nossa visão das coisas foi mudada.
Qual foi o preço absurdo que tive de pagar para obter minha nova vida, você pergunta? Meu amigo não existem zeros suficientes no universo para expressar a dimensão desse número, porque pagar a nova vida custou literalmente a morte do Filho de Deus. Veja: o problema com o pecado é que Deus é tão santo e justo que Ele não pode tolerar qualquer coisa abaixo da perfeição e, já que todos estamos muito longe da perfeição, nossas chances de passar a eternidade no céu com Ele são absolutamente zero enquanto continuarmos imperfeitos! Para piorar, a santidade e retidão de Deus exigem que qualquer coisa aquém da perfeição (o que é na verdade a definição de pecado) deva ser punida.
"Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor." [Romanos 6:23]
De acordo com este versículo a punição é a morte espiritual — uma eternidade separada da presença de Deus sofrendo nas chamas do lago de fogo (Apocalipse 20:11-15).
E você achava que já estava na pior!
Mas espere um pouco — como consegui uma nova vida se sou tão imperfeito quanto você? Ah, agora chegamos à parte boa! No maior ato de amor em toda a história da humanidade, Deus enviou Seu Filho (Jesus Cristo) a este mundo para nascer como um homem. Quando chegou o momento certo, Ele permitiu que Ele morresse uma morte sacrificial numa cruz romana para pagar os pecados de Seu povo. A punição que merecemos foi colocada sobre Ele e, em troca, Sua perfeição imaculada foi concedida a todo aquele que a receber pela fé. Crer de verdade em quem Ele é e no que fez resulta em uma nova vida "interior" e em um novo lar no céu. Os pecados individuais são perdoados porque a perfeição da morte sacrificial de Cristo nos torna aceitáveis diante de Deus, o Pai. Somos adotados em Sua família como filhos e Seu Santo Espírito literalmente faz morada em nós para dirigir nosso caminho durante a vida. Isto é o que a Bíblia chama de "nascer de novo" e não é apenas uma teoria mística, porque eu experimentei isso pessoalmente.
A perfeição que me foi concedida define a minha condição (ou posição) diante de Deus — que nunca muda. Por outro lado, deve-se compreender que meu estado atual varia de momento a momento por causa da natureza pecaminosa que continuo possuindo e dos pecados que continuo a cometer. A diferença agora é que meus pecados são ofensas contra meu Pai Celestial e não contra o Supremo Juiz do Universo. Se eu não for cuidadoso o bastante para confessá-los e pedir perdão, Deus pode usar Sua vara de marmelo e me castigar! No entanto, mesmo se Ele achar necessário me punir, minha condição nunca mudará porque agora sou um de Seus filhos.
Problemas continuam surgindo e, algumas vezes, a vida pode ser muito difícil, mas há uma paz em meu coração que desafia a simples razão humana. Ela veio quando Deus me ofereceu a melhor proposta que eu já ouvi, me dar a fé para confiar nEle e assim acalmar meus medos de viajar em Seu carrinho de mão sobre as águas turbulentas desta vida.
Há muito espaço para mais passageiros, apenas segure a Mão que está diante de você e suba a bordo juntando-se a nós! Se você fizer isso, a garantia nunca expirará e a qualidade do serviço é excepcional.
"A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres (aderir, confiar, e contar com a verdade) que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê (adere, confia, e conta com Cristo) para a justiça (declarado justo, aceitável diante de Deus), e com a boca se faz confissão (declara abertamente e fala livremente de sua fé) para a salvação." [Romanos 10.9-10]

Sábado, 30 de Agosto de 2008

Soldado Ferido

Sábado, 23 de Agosto de 2008

A VERDADE SOBRE O DÍZIMO




O que é dízimo? Imediatamente você poderá imaginar: Dez por cento dos meus rendimentos para os cofres da igreja. Mas, será que o Senhor Deus ainda exige que praticamos alguma ordenança da lei do Antigo Testamento (da qual foi instituído o dízimo), mesmo depois que o seu amado filho Jesus, se entregou a si mesmo em sacrifício vivo e pela aspersão do seu sangue na cruz nos remiu dos pecados. Vamos meditar na palavra, e conhecer a verdade que envolve esse MITO chamado dízimo, que está sendo levado aos fieis de maneira distorcida, por muitos pregadores.

Porem, antes de iniciarmos o nosso estudo, vamos à consulta aos dicionários da língua portuguesa:

Dízimo: A décima parte.

Dízima: Contribuição ou imposto equivalente a décima parte dos rendimentos.

Como podemos observar, dízimo é a décima parte (de qualquer coisa) menos dos seus rendimentos. Porque a fração equivalente a dez por cento dos rendimentos chama-se Dízima. Mas, os pregadores pedem o dízimo, a confusão já começa por aí, não sabem o que querem e nem o significado do dízimo, porque na lei de Moisés, a qual foi por Cristo abolida (Hebreus 7.12,18, 19), o dízimo nunca foi dinheiro para os cofres das igrejas. Os dízimos aos levitas era exatamente dez por cento das colheitas dos grãos, dos frutos das árvores e dos animais que nasciam em um determinado período. Alimento destinado a suprir as necessidades dos levitas que não tinham parte nem herança na terra prometida. Vejamos:

Deuteronômio 14.24 a 27 – E quando o lugar que escolher o Senhor teu Deus para fazer habitar o seu nome, for tão longe que não os possa levar, vende-os e ata o dinheiro na tua mão, e vai ao lugar que escolher o Senhor teu Deus e compre tudo o que a tua alma desejar, e come ali perante o Senhor teu Deus, e alegre tu e tua casa. Porem, não desamparará ao levita que está dentro das tuas portas e não tem parte e nem herança contigo.

Considere a profundidade do texto bíblico onde o Senhor evidencia que, se o lugar que escolheu o Senhor teu Deus, para levar o seu dízimo, for tão longe que não os possa levar, Ele” instrui, que o seu dízimo deveria ser vendido, e o dinheiro atado na tua mão, (não é na mão de nenhuma outra pessoa), ir ao lugar que escolheu o Senhor, e comprar o que a tua alma desejar, para ali fazer habitar o nome do Senhor Deus. Portando amados, se o “dízimo” fosse dinheiro, o Senhor não iria mandar vender o que já era espécie.

A palavra não deixa dúvida quanto ao dízimo da lei de Moisés, o qual nunca foi oferecido da forma que está sendo feito, porque o dízimo era consagrado ao Senhor. É profundamente lamentável o que está acontecendo, hoje o dízimo virou uma brincadeira, uma verdadeira farra nas igrejas, porque o dízimo não era dinheiro, mas sim, dez por cento da produtividade, para suprir as necessidades dos levitas, mas hoje não existe mais a personalidade representativa do levita entre nós.

Então alguém poderá apontar para Malaquias 3.10 para justificar que fora ordenado ao dízimo, ser levado para casa do tesouro. Isso não muda nada, a finalidade do dízimo continua sendo a mesma, ou seja para levar o sustento para os levitas. Se meditarmos nos livros de II Crônicas 31.5 a 12 e Neemias 12.44 a 47 vamos entender melhor o porquê Malaquias mandou levar os dízimos a casa do tesouro. A palavra diz: Para que haja mantimento na minha casa. E o que é mantimento?

Mantimento: Aquilo que mantém: provisão, sustento, comida, dispêndio, gênero alimentício, etc.

Ainda em II Crônicas 31.13 a 19, a lei especificava que o quinhão dos dízimos eram partilhados às comunidades dos levitas que trabalhavam nas tendas das congregações, segundo o ministério que cada um recebera do Senhor. Hoje o dízimo está sendo totalmente distorcido da forma original para o qual o Senhor Deus o determinou. Está sendo direcionado para o líder da igreja ou à cúpula de uma organização religiosa, onde ninguém mais sabe a que fim se destinam esses montantes. Enfim, o dízimo não fora criado para assalariar dirigentes das igrejas ou para prover as despesas pessoais desses, nem tão pouco destinado à realizar obras missionárias ou mesmo para construir templos.

É inegável, ainda que o dízimo não tivesse sido abolido, hoje o homem estaria desvirtuando a finalidade para a qual lei o instituiu.

No Antigo Testamento, a rigor da ordenança do dízimo era a garantia do mantimento com abundância, pagava-se o dízimo, para receber recompensa das coisas materiais, mas Cristo em sacrifício vivo, pagou o mais alto preço, pagou o preço de sangue para que recebamos a paz, a graça e a promessa da vida eterna.

No Evangelho de Cristo, “Ele” nos ensina que não precisamos mais pagar dízimo para garantir as necessidades cotidiana, e das coisas materiais (alimento, vestimenta, etc.) a prioridade hoje é buscar primeiramente o Reino de Deus e sua justiça e as demais coisas nos serão acrescentadas (Mateus 6.25 a 33). E para receber a graça e as bênçãos do Senhor não precisamos pagar mais nada (Mateus 10.7 a 10). É “Ele”, quem nos dá a vida, a respiração, e todas as coisas (Atos 17.25). Esta verdade sempre foi omissa pelos pregadores.

OS DÍZIMOS ANTES DA LEI
O DÍZIMO DE ABRAÃO - Gênesis 14.18-20 – Abraão deu o dízimo dos despojos da guerra ao Rei Melquisedeque, sacerdote do Deus altíssimo, e foi por ele abençoado.

O DÍZIMO DE JACÓ - Gênesis 28.20-22 – Jacó fez um voto ao Senhor, prometendo-lhe dar o dízimo de tudo quanto ganhasse, se em sua jornada fosse por “Ele” protegido e abençoado.

Em ambos acontecimentos, não há registro na palavra do Senhor que tenha havido ordenanças ou determinação para que se dessem os dízimos. Especificamente nesses casos, foi uma iniciativa voluntária, espontânea, ou por voto, como forma de reconhecimento, agradecimento, honra e glória ao Senhor Deus, pelas bênçãos recebidas e pelas vitórias conquistadas. Portanto, hoje não se pode tomar como exemplo os dízimos de Abraão e Jacó, como fundamento para implantá-lo como regra geral de doutrina nas igrejas, com o propósito de receber bênçãos e salvação, como muitos pregadores fazem, coagindo e chantageando os fieis em nome do sacrifício do Senhor Jesus.

O DÍZIMO PELA LEI - Números 18.21, 24, 26 – O pagamento do dízimo teve ordenança, fazendo parte do contexto da lei do Antigo Testamento, e tinha caráter de caridade, pois a sua principal finalidade era suprir as necessidades dos Levitas que não tinham parte nem herança na terra prometida, e também dos estrangeiros, órfãos e viúvas.

Deuteronômio 14.29 - Então virá o levita (pois nem parte nem herança tem contigo), e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para que o Senhor teu Deus te abençoe em toda a obra das tuas mãos que fizeres.

Está na palavra, o Dízimo foi criado por Deus, com a finalidade exclusiva de fazer caridade aos necessitados, hoje é empregado com outros fins, diversos daqueles que o Senhor mandou.

Mas, ainda que os dirigentes das igrejas revertessem toda a renda dos dízimos e ofertas em obras sociais, ainda não estavam em conformidade com a palavra do Senhor, pois alem do dízimo ter sido abolido (Hebreus 7.5-12), a caridade ou amor ao próximo, é algo muito profundo, é individual e intransferível, é entre você e Deus (Mateus 6.1 a 4).

Outro detalhe interessante que precisamos conhecer, quando o dízimo foi instituído pela lei (Números 18.20 a 24), com a finalidade de manter os filhos de Levi que administrariam o ministério na tenda da congregação, o quais não receberam parte nem herança na terra prometida, (Números 18.24”b”), disse o Senhor que os filhos de Levi não teriam nenhuma herança no meio dos filhos de Israel.

As demais tribos de Israel dizimavam aos Levitas o necessário para a manutenção cotidiana, porque não possuíam propriedades na terra. Hoje, a situação está inversa, os trabalhadores, a maioria deles assalariados, ofertam o dízimo para os que vivem sem trabalhar e em abundância de bens, para manter a mordomia desses, sob pretexto de ministrar a obra de Deus.

O DÍZIMO NO EVANGELHO DE CRISTO - Marcos 16. 15, 16 – Disse Jesus: Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura. Quem crer e for batizado, será salvo, mas quem não crer será condenado.

O Senhor Jesus mandou pregar o Evangelho, para que crendo, recebamos a salvação (I Corintios 15.1, 2). Foi para isso que “Ele” deu a sua vida. E onde está a ordenança para o dízimo, senão no Antigo Testamento? Porque então o homem insiste em pregar e manter as ordenanças da lei, as quais foram por Cristo abolidas? Os que continuam a pregar a velha aliança estão mutilando o Evangelho de Cristo, colocando pesados fardos sobre as ovelhas, escravizando os que buscam a liberdade, verdadeiros condutores cegos, porque o Senhor assim os declara (Mateus 15.14).

No Evangelho de Cristo “Ele” nos ensina fazer caridade, nos ensina a orar, a jejuar (Mateus 6.1 a 18), e uma infinidade de outros ensinamentos, porém nas duas únicas vezes que “Ele” referiu-se aos dízimos, foi com censura. Vejamos:

Mateus 23.23Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o Juízo, a misericórdia e a fé; deveis porém, fazer estas coisas e não omitir aquelas.

Então alguém poderá dizer que Jesus ordenou que se dizimasse, porque “Ele” disse que “Deveis fazer estas coisas”. Então vamos buscar o entendimento espiritual na palavra do Mestre:

Jesus era um judeu, nascido de mulher, nascido sob a lei (Gálatas 4.4). Portanto, viveu Jesus na vigência da lei de Moisés, reconheceu-a, e disse dessa forma, pela responsabilidade do compromisso de cumprir a lei. Vejamos:

Mateus 5.17, 18 – Disse Jesus: Não cuideis que vim abolir a lei e os profetas, mas vim para cumpri-la, e, nem um jota ou til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.

E verdadeiramente Ele cumpriu a lei. Foi circuncidado aos oito dias, foi apresentado na sinagoga (Lucas 2. 21-24), assumiu o seu sacerdócio aos trinta anos (Lucas 3.23, Números 4.43, 47), curou o leproso e depois mandou-o apresentar ao Sacerdote a oferta que Moisés ordenou (Mateus 8.4, Levíticos 14.1...), e cumpriu outras formalidades cerimoniais da lei.

Porém, quando Cristo rendeu o seu espírito a Deus (Mateus 27.50,51), o véu do templo rasgou-se de alto a baixo, então passamos a viver, pela graça do Senhor Jesus, encerrando-se ali, toda ordenança da lei de Moisés, ficando abolido o Antigo e introduzido o Novo Testamento, o Evangelho da salvação do Senhor Jesus Cristo.

O que precisamos entender de vez por todas, que Cristo não veio a ensinar os Judeus a viverem bem a Velha Aliança, “Ele” disse: “Um novo mandamento vos douJoão 13.34.Se a justiça provem da lei, segue-se que Cristo morreu em vão” (Gálatas 2.21).

Em Mateus 5.20 disse Jesus: Se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus.

Observem que o Senhor Jesus Cristo mandou justamente os escribas e fariseus (os quais o Senhor sempre os tratava por hipócritas, falsos) que cumprissem a lei de Moisés, lei que ordena o pagamento do dízimo. Nós porém, para herdarmos o reino dos céus, não podemos de forma alguma cumprir o ritual da lei Mosaica como faziam os escribas e fariseus, hipócritas, mas precisamos exceder essa lei, a qual foi por Cristo abolida. A “Graça” do Senhor Jesus excede a lei de Moisés e todo entendimento humano.

A Segunda vez que o Senhor Jesus referiu-se aos dízimos, foi na Parábola do Fariseu e do Publicano (Lucas 18.9 a 14) e outra vez censurou os dizimistas. Tomou como exemplo um homem religioso, que jejuava duas vezes por semana e dizia ser dizimista fiel, porém, exaltava a si mesmo e humilhava um pecador que suplicava a misericórdia do Senhor. Hoje não é diferente, muitos ainda exaltam-se dizendo: “Eu sou dizimista fiel”, mas nesta narrativa alegórica, o Senhor Jesus Cristo deixou bem claro, que no Evangelho, não há galardão para os dizimistas fieis, ao contrário, Jesus sempre os censurou.

A ABOLIÇÃO DOS DÍZIMOS - Hebreus 7.5 – “E os que dentre os filhos de Levi receberam o sacerdócio tem ordem, segundo a lei, de tomar os dízimos do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que tenham saído dos lombos de Abraão”.

Neste versículo, a palavra afirma que os sacerdotes Levitas recebiam os dízimos por ordem da lei de Moisés.

Hebreus 7.11 – “De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio Levítico, (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade se havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque (referindo-se a Jesus Cristo) e não fosse chamado segundo a ordem de Arão”? (referindo-se a Moisés, o qual introduziu a lei ao povo).

Hebreus 7.12 – “Porque mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança na lei”.

Meditando no texto acima, especificamente nestes versículos, onde a palavra do Senhor diz: “Que os sacerdotes Levíticos recebiam os dízimos segundo a lei” (Hebreus 7.5), “Porque através deles (sacerdotes Levíticos) o povo recebeu a lei” (Hebreus 7.11) e mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também, mudança na lei (Hebreus 7.12), a palavra não deixa qualquer sombra de dúvida, que não só o dízimo, mas toda a lei de Moisés foi por Cristo abolida. Mudou o Sacerdócio, necessariamente, mudou também a lei.

AQUI TOMAM DÍZIMOS HOMENS QUE MORREM - A nossa maior preocupação em relação aos pregadores que tomam o dízimo do povo, vem incidir sobre o versículo 8 deste Capítulo, veja o porque:

Hebreus 7.8 - E aqui certamente tomam dízimos homens que morrem; ali, porém, aquele de quem se testifica que vive.

Toda cautela no que diz a palavra: Aqui tomam dízimos homens que morrem, ali aquele que se testifica que vive (alusão ao Rei Melquisedeque).

No Evangelho de Mateus 22.32, disse Jesus que Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos. O Senhor Jesus Cristo disse que Deus, é Deus dos vivos e não é Deus dos mortos, e a palavra diz que aqui tomam dízimos homens que morrem, no que está legitimado no Evangelho de João 11.26, onde disse Jesus: “Todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Essa afirmativa do Senhor é mais uma evidência que nos faz entender, que os que tomam o dízimo não crêem em Jesus, os que assim procedem, tomando o dízimo do povo voltam a viver as ordenanças da lei de Moisés que fora por Cristo abolida.

Diante da Palavra de Deus, até onde recebemos entendimento, dar e receber dízimo é obra morta, ou seja, obra da justiça da Lei do Velho Testamento.

Crer e viver por essa prática é estar sem a graça de Deus, pois assim explica a Bíblia. Estar sem a graça de Deus, é estar morto.

Certamente que, sem Cristo e, cumprindo e se justificando pela lei, qualquer homem ainda não tem a vida eterna, tanto o que dá e, também, o que recebe o dízimo

CONSIDERAÇÕES FINAIS - No Evangelho de Cristo não há ordenança para se tomar o dízimo, ou para se cumprir qualquer outro rito da lei. Jesus nos deu um Novo Mandamento, mandou pregar o seu Evangelho, mandou amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, isto é, com caridade, e não estipulou percentual ou limite para isso. Em Mateus 10.42 o Senhor mandou dar pelo menos um copo de água fria; para o mancebo rico “Ele” mandou vender tudo e dar aos pobres” (Mateus 19.21); e quando Zaqueu lhe disse que daria ate a metade de seus bens aos pobres, “Ele” não disse que haveria necessidade de fazer isso ou não (Lucas 19.8, 9). Disse apenas: “Zaqueu, hoje veio salvação a esta casa”.

Muitos argumentam dizendo: “Mas o Dízimo é bíblico” (Número 18.21 a 26). Certamente, como também é bíblico: a circuncisão (Gênesis 17.23 a 27), o sacrifício de animais em holocausto (Levíticos Capítulos do 1 até 6.8 a 13), a santificação do sábado (Levíticos 23.3), o apedrejar adúlteros (Levíticos 20.10 e DEUT 22.22), etc. Tudo por ordem da lei de Deus que Moisés introduziu ao povo. Então porque hoje, não cumprem toda a Lei de Moisés, ao invés de optarem exclusivamente pelo dízimo? Querem o dízimo porque é a certeza de renda líquida e certa todos os meses nos cofres das igrejas.

Precisamos ter o discernimento que também é bíblico, a grande divisão que existe no tempo separando a Velha Aliança do Novo Mandamento do Senhor Jesus; e, para efeito de doutrina para salvação, o que devemos e precisamos obedecer, é o Evangelho do Senhor Jesus Cristo (I Corintios 15.1, 2), e não algumas ordenanças da lei do Antigo Testamento. Porém, hoje qualquer esforço para voltar a lei de Moisés que Cristo desfez na cruz, é anular o sacrifício do cordeiro de Deus e reconstruir o muro por “Ele” derrubado (Efésios 2.13 a 15).

Apocalipse 5.9 - “...Porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de todas as tribos, e línguas, e povos, e nações”.

Portanto irmãos, o preço pela nossa salvação, o Senhor Jesus Cristo já pagou dando o seu sangue inocente na Cruz. O Senhor ainda alerta: “Fostes comprados por bom preço, não vos façais servos de homens” (I Corintios 7.23).

O dízimo é remanescente hoje por razões óbvias. Primeiramente, pela contribuição dos que arcam com esta pesada carga tributária, na maioria das vezes pela carência de entendimento espiritual da palavra de Deus, não diferenciando a lei de Moisés feita de ordenanças simbólicas e rituais, com a Graça do Senhor Jesus Cristo, o qual veio justamente para nos libertar do jugo da Lei.

Outra presunção é por parte dos que se beneficiam pelos dízimos, esses incorrem no erro ou por não terem capacidade e discernimento espiritual para entender que Cristo desfez a lei Mosaica na cruz, ou por desobediência à palavra do Senhor.

Porem, seja por uma ou por outra razão, o homem querendo ou não, aceitando ou não, o dízimo, como toda a lei cerimonial do Antigo Testamento foram por Cristo abolidos: (Romanos 10.4, Efésios .2.15, II Corintios 3.14, Hebreus 7.12,18, 19).

Gálatas 5.14 - Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: “Amaras ao teu próximo com a ti mesmo”.