quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Quem Pode Interpretar a Bíblia?



Quem Pode Interpretar a Bíblia? É uma pergunta importante, você não acha? A maioria das pessoas aceita que a Bíblia é a Palavra de Deus dada ao homem. Na Bíblia encontramos a mensagem de Deus aos habitantes deste mundo atribulado, pecaminoso e perdido. Você não gostaria de saber por si mesmo o que diz a Palavra de Deus? Bem, precisamos considerar o seguinte: Podemos ler a Bíblia e compreender sua mensagem? Com base na autoridade das Escrituras, acreditamos que Deus espera que leiamos e compreendamos a Bíblia, como explicamos no artigo abaixo.

Mas, agora vamos estudar: O que diz Roma?

“A tarefa de interpretar corretamente a Palavra de Deus foi confiada unicamente ao Magistério da Igreja, isto é, ao papa e aos bispos que estão em comunhão com ele.” (Catecismo, pg 30, parágrafo 100).

De acordo com Roma, somente o papa tem a capacidade de interpretar a Palavra de Deus. Ela também diz que “os bispos em comunhão com ele (o papa)” podem compreender a Bíblia. Basicamente, isso significa que enquanto os bispos estiverem concordando com o que o papa diz, também podem compreender a mensagem de Deus.

Isso me faz lembrar da minha infância, quando brincava com meu irmãozinho. Sempre que ele ganhava um novo brinquedo, eu me recusava a brincar com ele, a não ser que me permitisse usar o brinquedo. O papa faz uma afirmação similar aqui. “… aos bispos que estiverem em comunhão com ele…” Enquanto os bispos concordarem com ele, também poderão brincar. Agora não sinto orgulho do modo como tratava meu irmão, mas deixei os modos de criança quando amadureci. Infelizmente, a Igreja Católica mantém a mesma mentalidade que eu tinha na infância. “Você só poderá brincar comigo se aceitar que sou o único que tem razão!”

Por que o Catecismo faria esse tipo de afirmação? “A tarefa de interpretar a Palavra de Deus autenticamente foi confiada unicamente ao papa.” Bem, se você ler a Bíblia e ela discordar dos ensinos de Roma, a Igreja Católica o fará acreditar que não tem a capacidade de compreender aquilo que leu. Assim, ela pode justificar suas muitas falsas doutrinas.

É muito importante identificar esse ensino da Igreja Católica como falso. Deus nos deu sua Palavra escrita para que possamos estudá-la e receber instrução pessoal. Pela Palavra de Deus testamos aquilo que é verdadeiro ou falso. É pela Palavra de Deus que os falsos ensinos são expostos. A própria Bíblia recomenda: “Amados, não creias a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus; porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo.” [1 João 4:1] Acredito que um dos modos mais importantes de sabermos o que é verdadeiro e falso é compreendendo a verdade clara de Deus encontrada na Bíblia. A Palavra de Deus é uma luz que manifesta o que é verdadeiro e expõe o que é falso.

Agora, faça a seguinte pergunta a si mesmo, “Quem jugará a humanidade no Dia do Juízo Final?” A resposta, com a qual todos os cristãos concordam, é Jesus Cristo. Ouça as próprias palavras de Jesus: “E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo.” (João 5:22) Portanto, precisamos examinar a base pela qual Jesus Cristo julgará todo homem, toda mulher e toda criança. Qual é a base para o julgamento?

“E a condenação é esta: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.” [João 3:19]

Finalmente, considere as palavras de Jesus sobre a luz espiritual: “Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!” [Mateus 6:23]

O que Jesus disse aqui é, “Se o órgão que te dá a capacidade de ver a luz, estiver em trevas [cego], então você realmente estará em grandes trevas.”

Nos próximos artigos, demostraremos que a “luz” do Catolicismo Romano é o mesmo paganismo da antiguidade, e que toda a estrutura da Igreja está repleta de trevas espirituais, em vez da Luz da Palavra, sobre a qual ela afirma deter o monopólio.

Lembre-se, esta discussão é muito importante, pois sua alma eterna é que está em jogo.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

A DOUTRINA DO PECADO



A DOUTRINA DO PECADO

Nos capítulos sobre "Satã – Sua Origem, Obra e Destino" e "O Estado Original e Queda do Homem", ocupamo-nos com a origem do pecado no universo e também com sua entrada na família humana. Por essa razão estes assuntos não serão tratados neste capítulo.

É muito importante que tenhamos uma compreensão adequada do pecado. Muitos erros modernos a respeito da salvação não podem ser sustentados por aqueles que pensam logicamente, se tiverem uma concepção apropriada do pecado.

I. A NATUREZA DO PECADO

O pecado é uma coisa com cabeça de hidra. Ele apresenta diferentes fases. Um tratamento adequado do pecado deve jogar com estas diferentes fases:

1. O PECADO COMO UM ATO.

Em 1 João 3:4 temos a definição do pecado como um ato. É um transgredir, ou um ir contrário à Lei de Deus.

2. O PECADO COMO UM ESTADO.

Muita gente há que não pode ou não quer ver que o pecado vai mais fundo que um ato manifesto. Um pouco de reflexão mostrará que os nossos atos não são senão expressões dos nossos seres interiores. A pecaminosidade íntima, então, deve preceder os atos manifestos do pecado. As seguintes provas escrituristicas mostram não só que o homem é pecaminoso na conduta como que ele existe num estado pecaminoso – uma falta de conformidade com Deus na mente e no coração:

(1) As palavras hebraica e grega traduzidas por "pecado" aplicam-se tanto a disposições e estados como a atos.

(2) O pecado tanto pode consistir de omissão em fazer a coisa justa como de comissão em fazer a coisa errada.

"Ao que se sabe fazer o bem e o não faz, ao tal é pecado" (Tiago 4:17).

(3) O mal se atribui a pensamentos e afetos.

Gênesis 6:5; Jeremias 17:9; Mateus 5:22,26; Hebreus 3:12.

(4) O estado da alma que dá expansão a atos manifestos de pecados é chamado pecado, expressamente.

Romanos 7:8,11,13,14,17,20.

(5) Alude-se ao pecado como um princípio reinante na vida.

Romanos 6:21.

3. O PECADO COMO UM PRINCÍPIO.

O pecado como princípio, é rebelião contra Deus. É recusar fazer a vontade dEle que tem todo o direito de exigir obediência de nós.

4. O PECADO EM ESSÊNCIA.

"Podemos seguir o Dr. E. G. Robinson em dizer que, enquanto o pecado como um estado é dessemelhança de Deus, como um princípio é oposição a Deus e como um ato é transgressão da Lei de Deus, sua essência é sempre e em toda a parte egoísmo" (Strong, Systematic Theology, pág. 295).

O pecado pode ser descrito como uma árvore de vontade própria, tendo duas raízes mestras: uma é um "não" para Deus e Seus mandamentos, a outra é um "sim" para o Eu e interesses do Eu. Esta árvore é capaz de dar qualquer espécie de fruto no catálogo dos pecados. O egoísmo está sempre manifesto no pecador na elevação de "algum afeto ou desejo inferiores acima da consideração por Deus e Sua Lei" (Strong). Não importa a forma que o pecado tome; acha-se sempre ter o egoísmo por sua raiz. O pecado pode tomar as formas de avareza, orgulho, vaidade, ambição, sensualidade, ciúme, ou mesmo o amor de outrem, em cujo caso outros são amados porque são tidos como estando de algum modo ligado ao Eu ou contribuindo para o Eu. O pecador pode buscar a verdade, mas sempre por fins interesseiros, egoísticos. Ele pode dar seus bens para alimentar o pobre, ou mesmo o seu corpo para ser queimado, mas só por meio de um desejo egoísta de gratificação carnal ou honra ou recompensa. O pecado, como egoísmo, tem quatro partes: "(1) Vontade própria, em vez de submissão; (2) ambição, em vez de benevolência; (3) justiça própria, em vez de humildade e reverência; (4) auto-suficiência, em vez de fé" (Harris).

Para prova do fato que o pecado é essencialmente egoísmo, insistimos nas seguintes considerações:

(1) Na apostasia dos últimos dias está dito que "homens serão amante de si mesmos" e também "amantes dos prazeres antes que amantes de Deus" ( 2 Timóteo 3:2,4).

(2) Quando se revelar "o homem do pecado", ele será o que "se exaltará contra tudo o que se chama Deus" ( 2 Timóteo 2:4).

(3) A essência da Lei de Deus é amar a Deus supremamente e aos outros como a si mesmo.

O oposto disso, o supremo amor de si mesmo, deve ser a essência do pecado. Mateus 22:37-39.

(4) A apostasia de Satã consistiu na preferência de si mesmo e de sua ambição egoística a Deus e Sua vontade.

Isaías 14:12-15; Ezequiel 28:12-18.

(5) O pecado de Adão e Eva no jardim surgiu de uma preferência de si mesmo e de sua autogratificação a Deus e Sua vontade.

Eva comeu do fruto proibido porque ela pensou que isso daria a sabedoria almejada. Adão participou do fruto porque ele preferiu sua esposa a Deus. E a razão porque ele preferiu sua esposa a Deus é que ele concebeu sua esposa como contribuindo mais do que Deus para a sua autogratificação.

(6) A morte de Abel por Caim foi incitada pelo ciúme, o qual é uma forma de egoísmo.

(7) O egoísmo é a causa da impenitência do pecado.

Deus mandou que todos os homens se arrependam em toda a parte. Recusam os homens fazer isso porque preferem seus próprios caminhos à vontade de Deus.

Vemos, então, que o pecado não é meramente um resultado do desenvolvimento imperfeito do homem: é uma perversidade da vontade e da disposição. O homem nunca a sobrepujará enquanto ele estiver na carne. A regeneração põe um entrave sobre ela, mas não a destrói. Nem o pecado é mero resultado da união do Espírito com o corpo: o espírito mesmo é pecaminoso e seria apenas tão pecaminoso fora do corpo como no corpo se deixado no seu estado natural. Satanás não tem corpo e contudo é supremamente pecaminoso. Nem o pecado é mera finitude. Os anjos eleitos no céu são finitos e contudo estão sem pecado. Os santos glorificados ainda serão finitos e no entanto não terão pecado.

II. A UNIVERSALIDADE DO PECADO NA FAMÍLIA HUMANA

Todos os homens, salvos por única exceção o Deus – homem, Cristo Jesus nosso Senhor, são pecaminosos por natureza e expressam essa pecaminosidade interior em transgressão deliberada tão cedo atinjam a idade de responsabilidade. Este fato está provado:

1. A NECESSIDADE UNIVERSAL DE ARREPENDIMENTO, FÉ E REGENERAÇÃO.

Lucas 13:3; João 8:24; Atos 16:30-31; Hebreus 11:6; João 3:3,18.

2. DECLARAÇÕES CLARA DA ESCRITURA.

1 Reis 8:46; Salmos 143:2; Provérbios 20:9; Eclesiastes 7:20; Romanos 3:10, 23; Gálatas 3:22.

III. A EXTENSÃO DO PECADO NO SER HUMANO

As Escrituras ensinam que a extensão do pecado no ser humano é total. Isto é o significado de depravação total.

1. A DEPRAVAÇÃO TOTAL CONSIDERADA NEGATIVAMENTE.

A depravação é um assunto muito mal entendido. Por essa razão precisamos de entender que a depravação total não quer dizer:

(1) Que o homem por natureza está inteiramente privado de consciência.

Até mesmo o pagão tem consciência. Romanos 2:15.

(2) Que o homem por natureza está destituído de todas aquelas qualidades que são louváveis segundo os padrões humanos.

Jesus reconheceu a presença de tais qualidades num certo homem rico (Marcos 10:21).

(3) Que todo homem está disposto por natureza para toda forma de pecado.

Isto é impossível, porquanto algumas formas de pecado excluem outras. "O pecado de sumiticaria pode excluir o pecado de ostentação; o de orgulho pode excluir o de sensualidade" (Strong).

(4) Que os homens são por natureza incapazes de se comprometer em atos que são extremamente conformes com a Lei de Deus.

Romanos 2:14.

(5) Que os homens são tão corruptos como podiam ser.

Eles podem piorar e pioram. 2 Timóteo 3:13.

Esta depravação total não quer dizer que a depravação é total no seu grau. Ela tem que ver com a extensão somente.

2. A DEPRAVAÇÃO TOTAL CONSIDERADA POSITIVAMENTE.

A depravação total quer dizer que o pecado permeou cada faculdade do ser humano assim como uma gota de veneno permeia cada molécula de um corpo de água. O pecado urdiu cada faculdade no homem e assim ele polui todo ato seu.

(1) Prova de depravação total.

A. O homem está depravado na Mente. Gênesis 6:5.

B. No coração. Jeremias 17:9.

C. Nos afetos, de maneira que o homem é oposto a Deus. João 3:19; Romanos 8:7.

D. Na consciência. Tito 1:15; Hebreus 10:22.

E. Na palavra. Salmos 58:3; Jeremias 8:6; Romanos 3:13.

F. Depravado da cabeça aos pés. Salmos 1:5,6; Isaías 1:6.

G. Depravado ao nascer. Salmos 51:5; 58:3.

(2) O efeito da depravação total.

A. Nenhum resquício de Bem Fica no Homem por Natureza. Romanos 7:18.

B. Portanto, o Homem, por Natureza, não pode sujeitar-se à Lei de Deus ou Agradar a Deus. Romanos 8:7,8.

C. O homem, por Natureza, está Espiritualmente Morto. Romanos 5:12; Colossenses 2:16; 1 João 3:14.

D. Logo, Ele não pode Compreender as Coisas Espirituais. 1 Coríntios 2:14.

E. Daí, Ele não pode, até que se vivifique pelo Espírito de Deus, voltar do Pecado a Deus em Piedoso Arrependimento e Fé. Jeremias 13:23; João 6:44,65; 12:39,40.

A base da depravação e da inabilidade espiritual jaz no coração. Ele é enganoso e irremediavelmente perverso (Jeremias 17:9). Do coração vêem as saídas da vida (Provérbios 4:23). Ninguém pode tirar uma coisa limpa de uma contaminada (Jó 14:4). Daí, nem a santidade nem a fé podem proceder do coração natural. As boas coisas procedem de um bom coração e as más de um coração mau (Mateus 7:17,18; Lucas 6:45).

Autor: Thomas Paul Simmons, D.Th.
Digitalização: Daniela Cristina Caetano Pereira dos Santos, 2004
Revisão: Charity D. Gardner e Calvin G Gardner, 05/04
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Diamantes e Zirconita

Até Para um Joalheiro Pode Ser Difícil Distinguir


Alguns anos atrás, uma das cadeias de lojas de departamentos na nossa região usou uma engenhosa estratégia de marketing — eles vendiam "cubos de gelo" plásticos contendo água e dentro de um dos cubinhos havia uma zirconita. As pedras eram virtualmente invisíveis na água congelada e não era possível identificar o tamanho ou a lapidação delas. O consumidor interessado pagava um preço módico pelo cubo de gelo que continha a imitação de um diamante, mas a propaganda dizia que um dos cubos era premiado e continha um diamante real, avaliado em algumas centenas de dólares. Como as imitações eram boas e o preço módico, minha mulher comprou um cubo e observei o joalheiro remover a água, revelando uma linda pedra multifacetada. Ela brilhava sob as luzes artificiais da loja e, tanto quanto pude ver, era tão bonita quanto um diamante real. Imagine minha surpresa quando o joalheiro não examinou a pedra usando uma lupa, o instrumento tradicional utilizado para aferir um diamante genuíno e suas caracteristicas, mas em vez disso, utilizou um aparelho eletrônico de teste. Quando perguntei o motivo, ele me disse que era realmente a melhor forma de distinguir a imitação da pedra verdadeira! As diferenças em coloração podiam ser notadas usando-se uma lupa, mas as imitações eram literalmente perfeitas. Assim, para evitar enganos, ele usava um aparelho eletrônico de aferição.

Pensando sobre isso, observei que há um paralelo com a vida cristã. Satanás vem fazendo um trabalho de mestre, colocando falsificações entre as ovelhas. Elas parecem ovelhas, agem externamente como ovelhas, aparentemente acreditam serem ovelhas — e em muitas áreas até se sobressaem mais do que as verdadeiras ovelhas — mas apesar disso tudo, são falsas e não têm Jesus Cristo em seus corações como Senhor e Salvador. Esses cupins espirituais causam muitos danos ao corpo de Cristo, por causa de seus raciocínios carnais e da resistência à liderança do Espírito Santo na vida da igreja. A epidemia de divisões de igrejas que ocorreu nos últimos anos deve nos dar uma indicação da conseqüência desse câncer espiritual no nosso meio. Um pouco de joio entre o trigo é inevitável, mas grande parte dele poderia ser evitado se o povo de Deus simplesmente utilizasse o "instrumento especial" que Ele nos oferece. Somos continuamente exortados na Palavra de Deus a ficar de guarda contra aqueles que querem nos enganar com palavras fingidas (2 Pedro 2:3) — usando-nos para atingir seus objetivos sociais e políticos. Na Bíblia, o próprio Senhor, bem como os apóstolos, disseram que isso aconteceria e que pioraria ainda mais no fim da época da igreja. É por isto que Cristo disse: "Pelos seus frutos os conhecereis." O exercício constante e persistente do discernimento e da vigilância espiritual é o instrumento de teste que Deus nos deu para nos permitir separar o genuíno do falso. E a prática bíblica da separação é a cura!

Nossas igrejas e pastores tornaram-se tão obsessivos com o jogo dos números que literalmente aceitam qualquer pessoa que afirme ter uma experiência de salvação. "Sim, pastor, aceitei a Cristo como meu Salvador e estou pronto para ser batizado e jogar vôlei na quadra da igreja. Quando será a próxima reunião de sociabilidade?" é a atitude de muitos dos novos "convertidos". Mas, enquanto eles aparecerem ocasionalmente nos cultos e contribuirem com dízimos e ofertas, seus nomes estarão no rol de membros e ajudarão a aumentar o ego do pastor, que pensa estar "edificando uma igreja". O que, a propósito, não tem base bíblica alguma, pois o Senhor disse em Mateus 16:18 que Ele edificará sua igreja:

"Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela."

Logicamente, a pedra (petra, no original grego), refere-se ao próprio Senhor Jesus Cristo, não ao apóstolo Pedro, como afirma a Igreja Católica (e seus teólogos sabem muito bem o jogo de palavras que ocorre aqui no texto grego original entre petra e petros).

Como já mencionei em outros artigos, muitos pastores passam noites acordados tentando imaginar novos esquemas de atrair mais pessoas às igrejas, para que possam evangelizá-las e alcançar os alvos numéricos. Mas eles estão realmente sendo pescadores de homens ou estão fazendo o papel de trouxas? Isso me faz lembrar da história que aconteceu com um velho pastor. (É uma história verídica que me foi contada por um colega pastor.) Esse velho pastor morava em uma pequena cidade rural de apenas 150 habitantes e quase todos eram membros da igreja. Bem, com o passar do tempo, ele ficou desanimado, pois sua igreja não estava experimentando o tipo de crescimento que os gurus especialistas dizem que uma igreja deve ter. A pequena igreja desse velho pastor tinha o mesmo número de pessoas há vários anos e os únicos convertidos batizados eram os filhos dos membros, de modo que ele estava perplexo com a situação. No entanto, fez o que deveria: começou a orar sobre o assunto, pedindo a orientação de Deus. Um dia, ao dirigir até o armazém, observou que um cachorro grande tinha sido atropelado e seu cadáver ficara estendido ao lado da estrada. Como ele não sabia quem era o dono do animal, ao chegar em casa, comentou o fato com sua mulher. Mas, como ela também não sabia de quem era o cachorro, ele acabou se esquecendo do assunto. No entanto, alguns dias depois, ao passar novamente por aquele local, notou que o corpo do pobre animal ainda estava lá, começava a mostrar sinais de putrefação e estava visivelmente maior, mais inchado. Então, subitamente, ocorreu na sua mente que o problema com a igreja podia ser explicado por essa analogia. O cachorro grande tornara-se maior ainda, mas estava morto por dentro! Essa poderia ser a descrição da sua igreja?

Em toda a parte, os púlpitos de muitas igrejas estão sendo ocupados por pastores zirconita e eles estão encantando as multidões com seu charme, carisma pessoal e seus sermões sobre o amor e suas lições de Psicologia "sinta-se bem consigo mesmo" — mas lembre-se das graves palavras que Jesus disse logo após "Pelos seus frutos os conhecereis":

"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade." [Mateus 7:21-23]

Dentro do contexto, esses versos estão falando dos "falsos profetas" — "lobos em pele de ovelha" (verso 15) — e referem-se aos pregadores apóstatas e não-salvos durante esta Época da Graça. Observe que esses homens (e atualmente, muitas mulheres) "profetizam" em nome de Cristo. Originalmente, isso significa anunciar a literal Palavra de Deus, que podia não ser conhecida por nenhum outro meio — como era feito pelos profetas do Antigo Testamento. No entanto, nos dias atuais, com o cânon do Novo Testamento completo, os pregadores ainda expõem a literal Palavra, mas ela já foi revelada em sua totalidade. Assim sendo, cada cristão individual é responsável por conhecer se um pregador está anunciando a verdade da Palavra ou não! Se ele vem com algo novo ou que não parece exatamente correto, as pessoas que estão sentadas nos bancos devem fazer uma verificação, porque como ser humano, o pastor está sujeito a erros. Quando dizemos "amém", estamos concordando com o que foi dito; portanto, tenha certeza absoluta daquilo com o que está concordando. Além disso, precisamos exercer o discernimento espiritual e atentar para as ações dos pastores e dos outros irmãos na igreja, porque as ações sempre falam mais alto do que as palavras.

Observe que os indivíduos referenciados pelo Senhor também expulsam demônios em nome de Cristo e operam muitas maravilhas, mas não estão entre o número de seus eleitos. Esse fato soberbo é a razão pela qual imploro com aqueles que insistem em enfatizar os "sinais e maravilhas" para se acautelarem! Os milagres realizados nos ministérios dos apóstolos e evangelistas na igreja primitiva tinham o propósito específico de autenticar a mensagem que estava sendo pregada. Uma vez que o cânon das Escrituras ficou completo, esses sinais e maravilhas não são mais necessários e cessaram de ocorrer. Aquilo que passa como sinais e milagres hoje (falar em línguas, curar, etc.) foi "redescoberto" somente no início do século 20 e deve ser encarado com a máxima cautela. Deus pode dar a um de Seus servos a capacidade de falar em um língua estranha que a pessoa nunca estudou antes? Certamente que sim. Deus pode dar a um de Seus servos a capacidade de orar em "línguas celestais"? Certamente. Mas a pergunta mais importante é, "Ele ainda faz isso atualmente?" Não quero parecer irreverente, mas minha próxima pergunta sobre o que se refere à prática desses "dons" na atualidade é: O que eles fazem de bom pela causa de Cristo? O propósito certamente não pode ser ainda validar a autenticidade da mensagem que está sendo pregada, como era o caso originalmente. Tudo o que Deus quer que saibamos está incluído na Bíblia e qualquer conhecimento revelado a alguém que fala em línguas — além do que já está revelado na Bíblia — viola as proibições dadas em Deuteronômio 4:2 e Apocalipse 22:18-19 sobre o acréscimo ou diminuição da Palavra de Deus! Aqueles que insistem serem profetas inspirados nos dias atuais precisam considerar essa verdade básica. Novamente, digo a todos: acautelem-se!

Lembre-se que a zirconita é muito parecida mas não é diamante genuíno. Milhões de "cristãos" hoje estão absorvendo entusiasticamente qualquer coisa que seja supostamente espiritual e envolvendo-se em práticas carnais e que desonram o nome de Jesus Cristo, sob o disfarce de adoração. Os mascates religiosos estão ficando podres de ricos com as manias evangélicas, provendo aquilo que parece fazer sentido às naturezas depravadas, mas que na realidade não têm base nas Escrituras. As velhas e preciosas doutrinas bíblicas estão sendo totalmente ignoradas e "coisas aprazíveis" (Isaías 30:10) estão sendo pregadas para agradar aos mortos espirituais. Cegos estão guiando outros cegos (Mateus 15:14 e 23:16) e estão ficando perigosamente próximos do abismo eterno. Estamos obviamente vivendo em um tempo de crescente apostasia que, sem dúvida, culminará na apostasia total que ocorrerá simultaneamente ao aparecimento do Anticristo. [2 Tessalonicenses 2:1-12]

Qual é a resposta correta a tudo isso, se você reconhece que essa é a nossa situação? A resposta encontra-se em 2 Coríntios 6:14-18, que diz assim:

"Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor, o Todo-Poderoso."

O povo de Deus precisa desesperadamente sair de qualquer igreja que tenha se desviado do caminho espiritual correto em que antes militava, e procurar a companhia de outros cristãos que queiram adorar a Deus em espírito e em verdade. A igreja primitiva reunia-se nas casas e, sinceramente, acredito que essa pode ser a única alternativa viável para muitos cristãos nos dias atuais. Freqüentemente, algumas pessoas me escrevem pedindo a recomendação de uma igreja e fico entristecido porque não posso mais recomendar genericamente uma denominação e somente posso recomendar algumas poucas igrejas que conheço pessoalmente, devido aos desvios doutrinários que estão ocorrendo em toda a parte. A maioria daqueles que são mais conservadores e fundamentalistas em suas crenças está envolvida em planos, programas e/ou música carnal e mundana no serviço de louvor — tudo de acordo com o plano de favorecer o jogo dos números e sem qualquer base bíblica. Amados, nossas igrejas devem ser centros de adoração ao Senhor e não clubes sociais voltados para o atendimento às vontades dos potenciais convertidos/membros. Não se engane sobre uma coisa: Deus vai salvar Seu povo de seus pecados e, contrariamente à opinião popular, não precisa que façamos o trabalho para Ele! Testemunhar e evangelizar são privilégios e aqueles que forem fiéis nessas atividades receberão galardões no céu, mas é Deus quem salva, não nós. Nunca houve e nem nunca haverá alguém que tenha sido "convencido por palavras humanas" a receber Jesus Cristo como Salvador. Não, eles ou respondem à mensagem sobrenatural do evangelho e crêem, ou não. É simples assim. Não é uma questão de entender mentalmente, mas de ter seu coração quebrantado pelo próprio Deus e esse fato está sendo negligenciado pela maioria das igrejas e pastores atualmente. Milhões estão aprendendo a "como testemunhar" e "como ganhar almas para Cristo", como se fossem meras técnicas que podem ser aprendidas para produzir resultados. Que Deus nos perdoe! Estamos com nossos olhos vendados e nos tornamos zelotes sem base bíblica, enchendo nossas igrejas com joio.

Um dia em breve — e acredito que será realmente em breve — os habitantes deste mundo serão confrontados com acontecimentos e personalidades destinados a abalá-los profundamente. Se os cristãos da Época da Igreja estarão entre esses habitantes ou não, é algo que pode ser questionado, dependendo do momento exato em que ocorrerá o arrebatamento. Entretanto, de qualquer forma, quando o Anticristo aparecer na cena mundial, operando "sinais e maravilhas da mentira", multidões daqueles que meramente professavam serem cristãos afluirão a ele, tomados por grande reverência. Alguns concluem errôneamente que os eleitos da época da igreja estarão na terra, por causa das referências aos eleitos em Mateus 24:24, mas o termo "eleitos" refere-se a todos os que foram escolhidos em Cristo antes da fundação do mundo. [Efésios 1:4] Assim, imediatamente após o arrebatamento, haverá muitos eleitos na Terra, que serão salvos durante o período da Tribulação. Em minha opinião, esses são os eleitos referenciados pelo Senhor. Além disso, muitos estudiosos acreditam que o número de salvos durante a Tribulação será até maior que o número de salvos durante a Época da Igreja, por causa da passagem em Apocalipse 7:9-14, que diz assim:

"Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma grande multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas mãos... E um dos anciãos me falou, dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, quem são, e de onde vieram? E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro."

Você e aqueles com quem adora estão entre os eleitos de Deus? Se você sabe sinceramente que é um dos eleitos mas tem dúvidas sobre os outros, deve pensar seriamente em afastar-se do meio deles e buscar a vontade de Deus sobre onde Ele quer que você o sirva. A norma na igreja primitiva eram os grupos pequenos de cristãos que reuniam-se nas casas e, para preservar qualquer semelhança na reverência e piedade, parece que isso voltará a ser necessário para muitos de nós hoje. Lembre-se do que o Senhor disse em Mateus 18:20:

"Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles."

Fonte:http://www.espada.eti.br/p293.asp